Case · 04

Cooperguincho

Service Design completo feito em 2007 — nove anos antes do termo circular no Brasil. Como transformar uma operação que só existe na emergência em um serviço com receita previsível.

Service Design · Modelo de Negócio · São Paulo

Tela principal do case Cooperguincho

Cooperguincho transformou uma operação de guincho que só existia na emergência em um serviço por assinatura — service design completo, em 2007.

Contexto

O cenário

Em 2006, a BOZ Solutions foi acionada para estruturar o modelo de serviços e a operação de campo da startup de mobilidade Cooperguincho, em São Paulo. A empresa atendia pessoas sem seguro de carro — começou com 3 motoristas, comunicação por SMS, e-mail e telefone, sem app, sem CRM, sem plano de retenção. Cada acionamento era uma transação avulsa.

O problema

O negócio funcionava, mas era refém da emergência. O cliente só lembrava do guincho quando o carro quebrava: ticket baixo, frequência imprevisível, sem retenção. Cada motorista parado era prejuízo; cada cliente atendido sumia até a próxima quebra.

Como transformar uma operação que só existe na emergência em um serviço com receita previsível?

Pesquisa e descoberta

01

10 entrevistas, 1 padrão

Seguro é caro pela idade. Guincho avulso é caro toda vez. Duas pistas surgiram: km rodado mais barato ou guincho parcelado.

02

A hipótese que caiu

Parcelar 2 acionamentos por ano não resolvia o desespero do cliente nem sustentava o caixa.

03

A inspiração que destravou

Olhando como rastreadores veiculares operavam, encontramos o modelo: pacote de vantagens por mensalidade fixa.

O gatilho genérico falhava porque ignorava contexto. Quando você muda uma palavra que o cliente lê — hospedagem vs. site — muda também o problema que ele acha que tem.

Teste e mapeamento

Antes da régua final, um piloto: Testamos a hipótese de assinatura com 5 pessoas a um valor acessível — o limite que o caixa suportava sem quebrar. O modelo funcionou: cobertura básica em São Paulo, regras claras, retenção real.

Tier Inicial
  • Cobertura: até 150 km em São Paulo
  • Limite: 1 uso de guincho/ano
Tier Intermediário
  • Tudo do Básico, mais:
  • Serviço de chaveiro
  • Acesso a prestadores
Tier Avançado
  • Cobertura regional: até 300 km
  • Inclui cidade + região metropolitana expandida
  • Todos os serviços do tier intermediário
A régua que estruturou a operação em 2008

Três tiers, mesma lógica: cobertura previsível para o cliente, receita previsível para a operação.

1 uso/ano não era limitação — era o que sustentava o modelo econômico. Uma assinatura mensal fixa significava que a maioria dos meses não havia acionamento; quando havia, os 10 meses de receita anterior já tinham coberto o custo. Cada novo cliente diluía o custo operacional sem aumentar proporcionalmente a estrutura.

Resultado

50+
clientes fixos em 3 meses

O caixa virou previsível. Cada novo cliente diluía o custo operacional sem aumentar proporcionalmente a estrutura. Com o crescimento, a próxima fronteira ficou clara: a qualidade do atendimento e a precisão das informações viraram o novo gargalo. O modelo de receita estava resolvido — o modelo de experiência era o próximo capítulo.

Cooperguincho: crescimento de 50+ clientes em 3 meses Gráfico de área mostrando 5 clientes no mês 1, 20 no mês 2, e 50+ no mês 3 0 10 20 30 40 50+ Mês 1 Mês 2 Mês 3 5 20 35 50+ Piloto validado

Era Service Design completo: pesquisa, modelagem, validação, escala e roadmap. Em 2008, antes de o termo circular no Brasil.