Case · 01

Serasa

De 4% para 26% de conversão. O design não era sobre beleza — era sobre estrutura que respondia direto ao que a pesquisa disse que importava.

Fintech · Bureau de crédito · Cartão

Tela principal do case Serasa

Serasa é o maior bureau de crédito do Brasil. O marketplace de cartões travava em 4% de conversão — não por falta de oferta, mas porque as vantagens que 94% dos usuários buscavam não apareciam em lugar algum.

Contexto

O cenário

Em 2020, Serasa exibia um marketplace de cartões como gatilho contextual no dashboard logado — na Home, em Saúde Financeira e em Meu CPF. Oferecia mais de 100 cartões de parceiros.

O modelo era genérico: o mesmo card para qualquer perfil, qualquer momento, qualquer contexto.

O problema

O marketplace travava em 4% de conversão no CTR de ofertas. A pesquisa revelava o gap: 94% queriam baixa anuidade, 92% não queriam anuidade, 91% queriam controlar gastos, 90% buscavam juros menores.

Essas vantagens não apareciam em lugar algum. O card anterior era um elemento perdido, desconectado do usuário e da jornada.

Como estruturar um card que respondesse direto aos 94%, 92%, 91% — e colocá-lo no momento certo da jornada?

Pesquisa e método

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Investigação prévia

Desk research em Hotjar, PowerPoints históricos e Reclame Aqui. Entrevistas com 4 papéis-chave — PO, Diretor de Cartão da Serasa, Data Analyst. O que vinha de fora orientava a referência.
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A descoberta estrutural

Os dados mostravam: ninguém via os atributos que importavam. Não era nomenclatura — era que cada vantagem não tinha lugar para respirar na interface.
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Validação e jornadas

Testes de usabilidade validaram a arquitetura de 5 elementos. Redesenhamos 15+ jornadas em 3 contextos que alimentaram o desenvolvimento por 2 anos.

Mapeamento

O card foi reorganizado em torno de 5 elementos que respondiam direto aos 94%, 92%, 91%:

Nome do cartão + logo do parceiro para identidade clara. Chance de aprovação para tirar a incerteza que 91% tinha. Zero anuidade respondendo direto ao 92%. Limite disponível respondendo ao 94%. CTA contextual que mudava conforme o momento do usuário.

Não era só reorganizar. Era colocar cada vantagem no momento certo da jornada. Planejei 3 contextos diferentes — Home, Saúde Financeira, Meu CPF — porque um “card bonito em um lugar” não desbloqueou 4% antes; multi-contexto desbloquearia.

A realidade bateu: zero anuidade não podia sair no site. Cada banco mandava parte dos dados e se recusava a compartilhar com a Serasa — então Serasa só exibia texto sem contexto. Ao invés de forçar algo que não funcionava, joguei zero anuidade pro eCred (plataforma focada em cartões) e deixei os outros 4 elementos rodar no site. Não era a solução ideal. Era a solução viável. E viável funcionou.

Resultado

Quando o ano virou os preparativos estavam a pleno vapor para lançar em 13/01 as condicionais que alavancaram as conversões.
Quando o ano virou os preparativos estavam a pleno vapor para lançar em 13/01 as condicionais que alavancaram as conversões.
4% → 26%
conversão no CTR de ofertas transacionais de eCred

O card foi lançado em janeiro de 2021. Os testes condicionais ainda em 2020 levaram a média para 14% diários. Em janeiro de 2021, com a nova arquitetura lançada, o CTR estabilizou em 22% na média semanal e 26% no pico — multiplicando o resultado em mais de 5x mesmo com a limitação técnica de zero anuidade no site.

O design não é sobre beleza. É sobre estrutura. Um elemento bem arquitetado para 3 momentos diferentes, respondendo direto ao que a pesquisa disse que importava, desbloqueou 5x mais resultado do que um design bonito em um lugar.